Terça-feira, 16 de março de 2010
 
   

O processo de modernização de um negócio passa obrigatoriamente pela cuidadosa avaliação de suas necessidades específicas, para saber em que tipo de tecnologia será necessário investir e quais as estratégias ideais para melhor utilizar as ferramentas que serão disponibilizadas com esse investimento.

A regulamentação ambiental, antes dos anos 60, era praticamente inexistente. A partir do final dos anos 60 e princípio dos anos 70, entre outras nações, os Estados Unidos começaram a exigir um contexto de regulamentações complexas do tipo "comando e controle" que hoje preenchem mais de 20.000 páginas do Federal Register, não incluindo as regulamentações em níveis estadual e municipal.

Nas empresas o foco inicial da gestão ambiental estava na conformidade às regulamentações. Essas regulamentações normalmente avaliavam o controle da poluição no final dos processos e procuravam somente o atendimento às regulamentações, que em muitos casos são complexas e sobrepostas, havendo exigências federais, estaduais e municipais, onde a organização tem que atender a todas, mesmo que em alguns casos elas sejam conflitantes entre si.

Assim, as empresas tendiam a focalizar as exigências de cada regra isoladamente e não dedicavam muito tempo, nem pensavam em integrar em um único sistema os procedimentos relativos à conformidade de cada regra ou lei.

O que ocorria normalmente era o atendimento às regulamentações no sentido de se evitar multas ou sanções, geralmente reagindo aos acontecimentos sem procurar preveni-los. Desta forma a gestão ambiental era praticada, e em muitos casos ainda é, de forma reativa, fragmentada e focalizada em apagar incêndios em vez de evitar a ocorrência de problemas. Por diversas razões, a gestão ambiental está agora evoluindo para uma abordagem mais sistemática. Entre as pressões para mudança que as empresas vêm sofrendo hoje em dia, pode-se destacar:

1. Custos crescentes da proteção ambiental;
2. Análises minuciosas por instituições financeiras e investidores;
3. Da regulamentação de meio único para múltiplos meios (busca abordagens preventivas invés daquelas focadas no final dos processos);
4. De "comando e controle" para incentivos de mercado;
5. Percepção da globalidade do meio ambiente;
6. Exigência pelo desenvolvimento sustentável.

Da resposta a estas pressões depende a sobrevivência das organizações no longo prazo.

Além disso, a gestão ambiental pode representar muitos benefícios para as organizações.

O desenvolvimento de tais sistemas, de maneira normatizada, deve-se, sobretudo, a uma resposta com relação às crescentes dúvidas sobre a proteção do meio ambiente, onde empresas no mundo todo estão desenvolvendo programas de gestão ambiental que se destinam a evitar problemas com infrações; melhorar as eficiências operacionais e obter vantagens competitivas. Com este objetivo, normas e diretrizes de gestão ambiental surgiram e foram sendo atualizadas no decorrer dos últimos anos.

Sob a crescente pressão mundial, as organizações do mundo inteiro foram buscar uma resposta que tanto pudesse ser útil aos negócios quanto contribuísse para a melhoria do desempenho ambiental. Assim, a certificação pelas normas de sistemas de gerenciamento ambiental viria a atestar a competência ambiental da organização, além de contribuir para a diminuição de riscos e acidentes e o cumprimento da legislação relacionada à atividade.

Auditoria de sistemas em gestão ambiental:

É uma avaliação sistemática para determinar se o sistema da gestão ambiental e o desempenho ambiental de uma organização está de acordo com sua política ambiental, e se o sistema esta efetivamente implantado e adequado para atender aos objetivos ambientais da organização.

A auditoria de sistema de gestão é uma ferramenta de gestão, compreendendo uma avaliação sistemática, documentada, periódica e objetiva sobre como os equipamentos, gestão e organização ambiental estão desempenhando o objetivo de ajudar a proteger o meio ambiente. A maioria das auditorias ambientais é uma combinação de uma e outra forma de auditoria. Contudo, o objetivo principal de qualquer auditoria ambiental e a realização de um diagnóstico da situação atual para verificar o que está faltando e promover ações futuras que tragam a melhora do desempenho ambiental da empresa.

As normas ambientais buscam tratar da utilização de recursos naturais, sua transformação, registros e disposição final. As responsabilidades ultrapassam as fronteiras das fábricas e passam a cuidar do meio ambiente em torno da atividade produtiva.

 

 

 
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